AM: custo operacional do transporte chega a ser 49,6% mais alto

segunda-feira, 20 de novembro de 2017 às 21h04

(Foto: CNT)

No Amazonas, 85% da malha avaliada pela 21ª Pesquisa CNT de Rodovias apresenta problemas no estado geral

O acréscimo do custo operacional do transporte devido às condições do pavimento chegou a 49,6% no transporte rodoviário do Amazonas. Os dados foram constatados pela 21ª Pesquisa CNT de Rodovias. A média em todo o país é de 27%. Rodovias com deficiências reduzem a segurança, além de aumentarem o gasto com manutenção dos veículos e o consumo de combustível.

No total, 85% (869 km) da malha avaliada no Amazonas apresentou algum tipo de deficiência do estado geral (classificação regular, ruim ou péssimo). Somente 15,0% (153 km) tiveram classificação ótimo ou bom. O estado geral inclui a avaliação conjunta do pavimento, da sinalização e da geometria da via. A pesquisa da Confederação Nacional do Transporte percorreu 1.022 km no Estado. Em todo o Brasil, foram 105.814 km analisados.

Na avaliação da CNT, apenas para as ações emergenciais de reconstrução e restauração das vias, com a implementação de sinalização adequada, estima-se que são necessários R$ 647,39 milhões. Já para a manutenção dos trechos classificados como desgastados, o custo estimado é de R$ 90,55 milhões.

DETALHAMENTO DAS CONDIÇÕES


Pavimento


No pavimento, são consideradas as condições da superfície da pista principal e do acostamento. A pesquisa classificou o pavimento como regular, ruim ou péssimo em 80,5% da extensão avaliada no Amazonas, enquanto que 19,5% foram considerados ótimos ou bons; 28,8% da extensão pesquisada apresentou a superfície do pavimento desgastada.

Sinalização


Nessa variável, são observadas a presença, a visibilidade e a legibilidade de placas ao longo das rodovias, além da situação das faixas centrais e laterais. O estudo apontou que houve problemas de sinalização em 80,7% da extensão avaliada (classificação regular, ruim ou péssimo). Em 19,3%, o estado foi ótimo ou bom. Ao analisar os trechos onde foi possível a identificação visual de placas, 43,3% apresentaram placas desgastadas ou totalmente ilegíveis.

Geometria da via


O tipo de rodovia (pista simples ou dupla) e a presença de faixa adicional de subida (3ª faixa), de pontes, de viadutos, de curvas perigosas e de acostamento estão incluídos na variável geometria da via. A pesquisa constatou que 83,2% da extensão pesquisada não teve condições satisfatórias de geometria; 16,8% tiveram classificação ótimo ou bom nesse aspecto. O Estado teve 96,8% da extensão das rodovias avaliadas de pista simples de mão dupla.

Pontos críticos


A pesquisa identificou, ainda, oito trechos com buracos grandes e quatro com erosões na pista.

Investimentos em 13 anos


O valor autorizado para investimento público federal em infraestrutura rodoviária na Unidade da Federação foi de R$ 2,19 bilhões entre 2004 e 2016, dos quais R$ 1,54 bilhão (70,5%) foi pago. Até 2010, a maior parte dos recursos foi usada para construção, principalmente na BR-319, e, de 2011 a 2016, prevaleceu a participação das intervenções de manutenção nos desembolsos.

De 2004 a 2017, percebeu-se uma pequena melhora no pavimento e na geometria da via, enquanto a sinalização ganhou 6,1 pontos percentuais e reduziu para 74,5% sua classificação de regular, ruim e péssimo em 2017. O acréscimo do custo operacional devido às condições do pavimento foi calculado em 49,6% em 2017.

Acidentes


Os acidentes ocorridos (166 em 2016) geraram um custo de R$ 24,58 milhões.


Fonte: Agência CNT de Notícias

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