Paraguai se compromete com obras da rota de integração bioceânica

sábado, 02 de setembro de 2017 às 14h00

Em Assunção, encontro dos integrantes da comitiva sul-mato-grossense, incluindo os senadores Moka e Simone Tebet, com autoridades do governo paraguaio (Foto: Sílvio Andrade)

O envolvimento de fato do Paraguai, pela primeira vez, na efetivação da rota de integração para o Pacífico, ficou evidente na cerimônia de encerramento da viagem da caravana de gestores públicos e empresários do setor de transportes até os portos chilenos, nesta sexta-feira, da qual participaram os senadores Waldemir Moka e Simone Tebet, em Assunção.

O presidente Horácio Cartes não compareceu, mas seu estafe de ministros e assessores abriram as portas do governo paraguaio para recepcionar o grupo sul-mato-grossense e ratificar o acordo, onde o país vizinho terá que pavimentar 670 km da Transchaco e participar com metade dos recursos necessários para a construção da ponte sobre o Rio Paraguai entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta.

Como em todo o trecho de 3.000 km realizado pela caravana, em uma semana – de Campo Grande à costa do Pacífico -, o entusiasmo dos paraguaios com o projeto de integração latino-americana deixou latente que o asfalto e a ponte, vitais para o sucesso da rota, estarão concluídos em no máximo três anos.

Paraguai assume obras - Para o secretário estadual de Infraestrutura, Marcelo Miglioli, não restam mais dúvidas quanto ao comprometimento do Paraguai, que já licitou o trecho mais crítico – 270 km – da Transchaco, por cortar a região alagável do seu Pantanal, e anunciar para até dezembro a licitação do segundo trecho da rodovia hoje de estrutura primária e em condições críticas.

O ministro paraguaio de Obras Públicas e Comunicação falou, durante o ato realizado no saguão nobre do Ministério das Relações Exteriores, que o seu país desenvolve um plano logístico ainda mais amplo, com foco no aumento da capacidade de transporte pela Hidrovia do Rio Paraguai, e também melhorar a ligação com Foz do Iguaçu.

Sobre a rota de integração, que beneficia a região central do Brasil, ele afiançou que seu país trabalha para cumprir a meta da tarefa que lhe coube e garantiu: “são obras que vão sair do papel porque é uma decisão de governo, o Paraguai investe mais de 1,6 bilhão em infraestrutura olhando também para o Atlântico e esta rota é nossa prioridade”.

Viagem, uma odisseia - Seu colega de ministério, Eladio Loizada, foi mais além: “O presidente Carter está comprometido com este projeto, pela sua visão de oportunidades e integração dos nossos povos”. Adiante, completou: “esta rota permitirá, muito mais do que as relações comerciais. O que vocês fizeram foi uma odisseia”, disse, referindo-se à viagem dos empresários pelo caminho da rota..

Antes do encontro, a coordenação da viagem das 29 caminhonetes e 80 pessoas pelo Paraguai, Argentina e Chile fez uma reunião com os dois senadores do Estado e o representante do Ministério das Relações Exterior do Brasil, João Carlos Parkison de Castro. O bate-papo informal, no Hotel Bourbon, caracterizou o comprometimento da bancada federal e do governo de Mato Grosso do Sul neste projeto.

O senador Waldemir Moka anunciou que fará uma audiência pública sobre a rota da integração nas comissões de Relações Exteriores e de Infraestrutura do Senado, em Brasília, com a participação do governo estadual e dos empresários. “Não podemos perder o foco e a mobilização do segmento dos transportes, são fundamentais para o trabalho da bancada”, disse.

Recursos no orçamento - Moka e Simone Tebet asseguraram que todo o esforço está sendo feito para garantir os recursos para construção da ponte sobre o Rio Paraguai, em Murtinho, no orçamento da União de 2018. “Já garantimos R$ 10 milhões para os estudos do projeto da ponte”, anunciou. Simone disse não ter mais duvidas quanto a execução das obras estruturantes desse eixo logístico.

A segunda edição da Rila (Rota de Integração Latino-Americana) atingiu seis mil quilômetros, entre ida e retorno da caravana, que passou pela fronteira com o Paraguai, atravessou o chaco, e cruzou o norte da Argentina e do Chile, chegando aos portos de Iquiqui e Antogafasta. No caminho, muitos obstáculos e dificuldades com as aduanas e demora na liberação do visto de entra ou saída do país.

Fonte: Campo Grande News

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