ARTIGO - Protesto do dia 12 de abril: Manifestantes enfrentarão o desafio de não fazer menos do que o milhão da Avenida Paulista

quinta-feira, 26 de março de 2015 às 09h24

Às 14h40, a Polícia Militar estimava em 240 mil pessoas protestando na Avenida Paulista -- e continuava chegando gente (Foto: (Foto: Daniel Teixeira/Estadão))

A colossal multidão na Avenida Paulista: repetir é façanha hercúlea. O governo dirá que foi um fracasso se pelo menos não igualar a magnitude do dia 15 (Foto: Daniel Teixeira/Estadão)
Os diversos grupos e entidades suprapartidários que estão empenhados em que haja uma segunda e enorme manifestação de protesto contra o governo no próximo 12 de abril, domingo, têm um considerável desafio pela frente: colocar nas ruas multidão igual ou superior à que superlotou a Avenida Paulista, em São Paulo — 1 milhão de pessoas, no maior movimento de massas desde a redemocratização do país, em 1985 — e que levou mais outro milhão a se movimentar em todas as capitais de Estado, no Distrito Federal e em muitas cidades do interior.

O governo, disso vocês não tenham dúvidas, colocará toda a sua máquina de comunicação, especialmente os “militantes” assalariados na web, para apregoar um fracasso caso o dia 12 não faça sombra ao dia 15.

Pelo menos dois ministros do governo Dilma já comentaram com interlocutores que “duvidam” da possibilidade de o dia 12 ser maior que o dia 15.O que poderá facilitar a tarefa dos organizadores é que, desta vez, existem três palavras de ordem específicas para atrair as pessoas, conforme informou o principal dirigente do movimento Vem pra Rua, Rogerio Chequer, na entrevista que concedeu na segunda-feira ao programa Roda Viva, da TV Cultura:

1. O governo não entendeu nada (do que ocorreu no dia 15, demonstrado pela reação da presidente Dilma e de ministros: nada de autocrítica, nada de grandes mudanças, anúncio de medidas chochas e vazias, muito palavrório e mudança real alguma).

2. O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, deve se declarar impedido de participar do julgamento do processo do petrolão;

3. Pela fixação do número de ministério num máximo de 20. Atualmente, são 39.

Rogerio Chequer, líder do Vem pra Rua (Foto: Folhapress)

Rogerio Chequer, líder do Vem pra Rua; no dia 12 de abril, as palavras de ordem específicas são três  (Foto: Folhapress)
A torcida do lulopetismo pelo fracasso dos protestos do dia 12 não parece estar levando em conta um fator nada partidário, e fundamental: dezenas de milhares de manifestantes levaram suas famílias — filhos pequenos, pais e sogros mais velhos, outros parentes — para as ruas, e o clima de confraternização e de paz que se observou tornou a experiência muito agradável.

Some-se a isso o trabalho impecável das autoridades de segurança pública em todas as cidades em que houve protestos, que montaram um grande e eficiente esquema de proteção policial contra baderneiros como os black blocs. Na cidade de São Paulo, onde ocorreria o de mais vulto, em acordo com os manifestantes, foram designadas áreas específicas para cada tipo de protesto — de forma a não haver acirramento de ânimos e eventuais conflitos entre as pessoas.

Ou seja, diferentemente do que se passou em 2013, quando a baderna e a violência de minorias desestimularam os verdadeiros manifestantes a continuarem indo a ruas e praças, e elas se terminaram se esvaziando, o que sucedeu dia 15 é um estímulo ao comparecimento.

Mas o governo, é claro, está torcendo contra com todas as suas forças.

Fonte: Revista Veja - Ricardo Setti

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