Greve deve mudar rota positiva dos serviços

sexta-feira, 15 de junho de 2018 às 10h50

Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE

A felicidade durou pouco. A comemoração pelo resultado de abril no setor de serviços não deve perdurar. A projeção é que o próximo resultado da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE, absorva os impactos da greve dos caminhoneiros, podendo levar o indicador a um patamar negativo.

Em abril de 2018, o volume de serviços no País atingiu a primeira taxa positiva do ano na série com ajuste sazonal, com alta de 1% ante o mês anterior. Na comparação com o mesmo período de 2017, o indicador aumentou 2,2%, a taxa mais “intensa”, nesta comparação, desde março de 2015.

O aumento, nesta comparação, se deve principalmente à expansão do volume de serviços dos transportes, serviços auxiliares e correios, de 4,4%.O resultado positivo no setor de transportes está acima do observado nos primeiros meses do ano, contudo pode não manter-se para a próxima pesquisa.

“Talvez o crescimento [visto em abril] seja anulado, por causa dos 10 dias de greve”, antecipa a assessora econômica da FecomercioSP, Kelly Carvalho.De acordo com ela, isso pode ser bastante significativo para o indicador, já que o componente representa aproximadamente 30% das atividades pesquisadas pelo levantamento.

“Não apenas o setor de serviços pode sofrer o impacto da greve, como também outros setores da economia como a indústria e o comércio, que dependem do transporte”, comenta. De acordo com ela, apesar desse percalço, a expectativa é que o setor mantenha o cenário de “recuperação gradual” e feche o ano positivo, com um leve crescimento, caso o atual cenário macroeconômico se mantenha.

Caso contrário, o setor pode cair. “Há pontos que devemos ficar atentos, porque há expectativa de aumento de preços, alta de juros, já tivemos a redução da expectativa de crescimento do PIB e, obviamente, há incertezas no ambiente político.

Projeção

De olho neste cenário, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), revisou a variação esperada do volume de receitas do setor para o ano. A nova projeção é que o indicador permaneça no terreno negativo (-0,5%).

Na explicação da entidade, ainda não é possível confirmar um início de recuperação do nível da atividade nos serviços. Para a entidade, as atividades de serviços têm sentido dificuldade de se recuperar, devido fraco nível da atividade econômica interna, somada à carência de investimentos, uma vez que a maior parte das receitas geradas no setor têm origem na prestação de serviços entre as empresas.

Segundo o IBGE, apesar do indicador positivo em abril, na comparação com o mês anterior, o setor permanece distante de seu ponto mais alto, cerca de 11,8% inferior ao visto em novembro de 2014.No acumulado do ano, a PMS permanece com resultado negativo de 0,6%. A maior queda está nos Serviços de informação e comunicação, com queda de 3%. Os únicos a apresentarem alta nesta comparação são transportes, com 1,9% de variação, e outros serviços com 4,1%.

Fonte: VIVIAN ITO • SÃO PAULO (DCI)

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